7ª BIA |
Francesco Dal Co realiza conferência na Bienal e celebra obra de Carlos Scarpa “Experimentei uma das mais profundas sensações de minha vida”. Foi com essa frase introspectiva que Francesco Dal Co iniciou sua conferência na noite do dia 15 de novembro, durante o Fórum de Debates da 7ª Bienal Internacional de Arquitetura, enquanto lembrava de sua recente visita ao prédio da FAU-USP, de Vilanova Artigas. O auditório do Porão das Artes teve lotação máxima, com pessoas acompanhando o evento em pé ou mesmo sentadas nas escadas, mas quem presenciou a conferência do teórico arquiteto italiano não se arrependeu e teve a oportunidade de acompanhar uma emocionante conferência, cercada de informações preciosas. Com um discurso denso, altamente detalhista e em diversos momentos até poético, Dal Co passeou com suas idéias pelo universo de Carlos Scarpa, arquiteto morto em 1978, mas que deixou sua marca contemporânea em edificações antigas na Itália. “Carlos Scarpa era um artesão veneziano. Ele não tinha formação de arquiteto, porque no começo dos anos 20 não existiam escolas. Mas, desde muito cedo, aprendeu técnicas antigas com os vidraceiros”, explica Dal Co, que celebrou Scarpa como um mago que possuía o dom de paralisar o tempo através de seus trabalhos. “O arquiteto é o diálogo do tempo que passa”, diz. “Por isso Scarpa sempre trabalhou dentro de edifícios que já existiam”, reforça o arquiteto
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