Caminhadas Selvagens: Laboratório de Pesquisa e Criação A Partir das Relações Gênero no Espaço Público com Beatriz Silva Cruz

A proposta das CAMINHADAS SELVAGENS é criar um laboratório para pesquisa e criação a partir da noção do caminhar como uma prática estética e política e da investigação das relações de gênero no espaço público. A proposta combina o debate a partir de textos e obras de referência com ações práticas na cidade. Em 8 encontros, xs participantes irão entrar em contato com textos teóricos sobre estes temas, obras de artistas que utilizam a caminhada como forma de apreensão e criação no ambiente urbano, realizarão programas de deriva e caminhadas em recortes específicos do centro de São Paulo e, no final, criarão “programas para caminhadas selvagens”, centradas nas relações espaciais investigadas.

Os encontros acontecem, parte no prédio da IAB e parte em percursos específicos do centro de São Paulo (Vide descrição encontro a encontro e percursos). Os dois primeiros, serão dedicados a estudar o conceito de deriva, tal qual enunciado pelos Situacionistas e a ideia de percurso, tal qual proposta por Francesco Careri, em Walkscapes: O caminhar como prática estética. A partir daí, serão realizadas práticas na cidade e apresentadas ações de deriva e caminhada realizada por pesquisadores de áreas diversas, arquitetos e artistas da performance e artes visuais. Diferentes modalidade de caminhada serão estudadas, desde às derivas situacionistas até travessias de longa duração, trabalhos centrados na ação de seguir pessoas, obras relacionadas a ideia da materialização da linha que se desenha ao caminhar, mapas e cartografias. Alguns dos artistas que estarão nessa coleta de materiais são: Helio Oiticica, Francis Allys, Richard Long, Grupo Stalker, Sofie Calle, Yoko Ono, Vito Acconci, Marcius Galan, Roberto Rezende, Cambar Coletivo, Edith Derdyk, Paulo Nazareth, Artur Barrio, Tehching Hsieh, Vânia Medeiros e etc.

Em seguida, do terceiro ao quinto, os encontros acontecem em percursos na cidade e são divididos em dois momentos: discussão a partir de um texto de referência seguido da experimentação pelxs participantes de um programa de deriva e caminhada criado em diálogo com as discussões propostas no texto. Os textos referência para cada um destes encontros são, respectivamente: Flanâncias Femininas e Etnografia, de Nadja Monnet; Caminhadas depois da meia noite: mulheres, sexo e espaço público, de Rebecca Solnit e Cartografias Queer, de Paul Beatriz Preciado. No sexto encontro, o grupo volta para um espaço fechado para criar uma cartografia da resistência a partir das caminhadas realizadas até aqui e das provocações de Paul Beatriz Preciado em sua Cartografia Queer. A partir dos debates e experimentações, nos dois últimos encontros, cada participante é convocado a fazer uma proposta de programa para uma caminhada selvagem, a ser realizado por todxs. Assim, no sétimo encontro o grupo escolhe alguns destes programas para realizar e no oitavo encontro, trabalha na organização e criação a partir dos registros gerados na realização dos programas (fotos, textos e vídeos). A ideia é que tanto as cartografias e programas criados, quanto o registro das ações possam ser incorporados e expostos na 11a Bienal de Arquitetura.

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Período: Quartas-feiras das 10h às 13h, total de 8 encontros.

Datas:
Outubro: 04, 11, 18 e 25
Novembro: 01, 08, 22 e 29

Carga horaria: 24 horas

Local: IABsp – Rua Bento Freitas, 306 – Espaço Calder – 1º andar

Custo: Não Sócio 2x de R$ 230.00 – Sócio 2x de R$ 160.00

Obs. A realização do Curso se dará somente mediante a inscrição mínima de 10 (dez) Estudantes. A partir desta confirmação, o IABsp enviará o boleto para pagamento e finalização das inscrições.

Informações:
Fone: (11) 3259-6866
E-mail: cursos@iabsp.org.br