III LABORATÓRIO DE ATIVISMO, URBANISMO TÁTICO E INSURGÊNCIA DOS COMUNS O DIREITO A (OUTRAS) CIDADES.

Este curso livre propõe uma reflexão sobre um fazer cidade não solicitado, autônomo e político. Coletivamente, podemos construir novas formas de organizar e ocupar a cidade, de se relacionar com o território, a partir da observação de iniciativas existentes e da complexidade as relações urbanas. O curso visa reconhecer as estratégias dos movimentos de luta por direito à terra, à moradia, à ocupação do espaço público e à cidade, em suas múltiplas dimensões: estética, ética, técnica e política. Estudar diferentes infraestruturas, metodologias e formas de abrir brechas no status quo, produzindo afetos, transmutando fluxos e criando outras narrativas.

CONTEÚDO

Por meio de visitas imersivas a zonas autônomas temporárias da cidade, o laboratório busca promover a experiência de modos de vida descolonizadores e fomentar ações relacionadas à autogestão, gestão compartilhada e à construção do comum (e reclame do público), a partir de conceitos como:

– Agenciamento (Petrescu)
– Comportamento livre (Oiticica)
– Tática (Certeau)
– Comum (Negri)
– Ecologia Social e Comunalismo (Bookchin)
– Bem-viver (Acosta)
– Feminismo Comunitário
– Sociedades sem Estado (Clastres)
– Permacultura (Mollison e Holmgren)
– Regeneração
– Pesquisa-ação
– Etnografia Afetiva
– Descolonização do imaginário
– Infra-estruturas de ação política, comunicação, cuidado e governança (Brown, Gavin, Feigenbaum)

OBJETIVOS

Compartilhar e investigar coletivamente ferramentas do ativismo urbano contemporâneo, desenvolvendo estratégias, critérios, instrumentos de entendimento e análise das práticas insurgentes e espaços comuns, e produção de material a ser publicado sobre os espaços livres (em formato audiovisual e publicação impressa).

Cronograma e formato dos encontros:

22 de setembro às 16h no IAB SP: apresentação LAB I e II, aula inaugural aberta e debate com Célio Turino, Noêmia Mendonça, Daniel Kairoz e Maria Lucia Ramos
29 de setembro às 11h: Terra Indígena Tenondé Porã com Jerá Porã
1 encontro pós produção durante a semana de manhã
20 de outubro: Vila Nova Esperança com Lia de Souza
1 encontro pós produção durante a semana de manhã
27 de outubro: Escola Nacional Florestan Fernandes
1 encontro pós produção durante a semana de manhã
10 de novembro: Parque Augusta com Augusto Aneas
1 encontro pós produção durante a semana de manhã
01 de dezembro às 16h: abertura de processo com participantes + debate com Tony Marlon, Caio Tendolini, Mariana Belmont

ORGANIZADORAS

Marcella Arruda é arquiteta e urbanista pela Escola da CIdade, atua desde 2012 com movimentos de intervenção urbana, gestão compartilhada e a construção do comum. Atualmente é coordenadora do núcleo de projetos do Instituto A Cidade Precisa de Você. Estudou Interactive Média Design na Royal Academy of Arts de Den Haag, na Holanda. Ministrou cursos com estudantes de arquitetura e palestras na Argentina, Brasil, India, Inglaterra, Italia, Chile, Colômbia, Croácia e Dinamarca. Uma das fundadoras do MUDA_coletivo, que desenvolveu projetos de arquitetura não solicitada, de caráter lúdico, político e efêmero, que culminaram em diversas publicações, dentre elas o Situated Design Methods (MIT 2014) e o Protest Camps In International Context: spaces, infra-strucutures and media of resistance (Policy Press 2017), o qual colaborou com o capítulo sobre a vivência na Ocupação Marconi, no centro de SP. Co-fundadora do Escola Sem Muros, programa político pedagógico de construção de espaços comunitários para o fortalecimento de territórios educadores, cuja primeira edição acontece no Espaço Cultural JD Damasceno, cujo projeto foi selecionado para a 16a Bienal de Arquitetura de Veneza.

Nádia Recioli é doula, educadora, permacultora e artista. Em uma atuação transdisciplinar, dedica seu trabalho a processos relacionais de promoção de autonomia e questionamento das estruturas de poder. Em 2007 foi co-fundadora do Grupo do Trecho, coletivo de artes integradas que atua a partir da especificidade de contextos socialmente marginalizados; e atualmente desenvolve o projeto Ponto Cego ou o Terrorismo de Estado, acerca do Sistema Penitenciário e as políticas de encarceramento em massa dos Estados transnacionais. Entre 2012 e 2014 viveu e trabalhou junto ao povo Kaiowá da aldeia Panambizinho (Dourados-MS), como indigenista e educadora ambiental, mediando processos de resgate da soberania alimentar e fortalecimento da cultura tradicional através da Permacultura e da Arte, pelo Conselho Indigenista Missionário (CIMI). Desde 2015 milita junto à Rede Permacultural das Periferias e é educadora do Coletivo PermaSampa, do qual foi coordenadora pedagógica por 4 edições do Curso de Design em Permacultura com ênfase urbana promovido pelo coletivo em São Paulo. Desde 2013 é doula e militante pela humanização do parto.

INFORMAÇÕES

Período: Total de 8 encontros
Carga horária total da oficina: 44 horas
Vagas: 25
Horário: 4 sábados das 11h às 18h + 4 dias durante a semana com 4h (a combinar)
Custo:
Sócio ou Amigo IABsp R$ 450,00  (+ R$ 45,00 taxa)
Não Sócio IABsp: R$ 650,00  (+ R$ 65,00 taxa)

Inscrições e pagamento: cartão de crédito (até 12x), débito online ou boleto bancário pelo site: https://www.sympla.com.br/iii-laboratorio-de-ativismo-urbanismo-tatico-e-insurgencia-dos-comuns-o-direito-a-outras-cidades__359546

Instituto de Arquitetos do Brasil – Departamento de São Paulo
Fone: (11) 3259-6866
E-mail: cursos@iabsp.org.br

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