| Cresce a necessidade de arquitetos |
| |
É incrível que a preocupação com as questões ambientais, com valores amplamente discutidos globalmente em busca de racionalidade, tecnologia, eficiência energética, uso racional de recursos naturais, gestão de projetos e processos ainda não sejam bem compreendidas, principalmente em sua intervenção local, que oferece a oportunidade do desenvolvimento de projetos individuais, ainda que em larga escala, com compreensão das localidades, particularidade dos materiais, bem estar social pertinente às situações mais específicas de cada local.
Programar um conjunto habitacional hoje exige que se preocupe não apenas com a construção da unidade em si, mas com a questão da sustentabilidade e do conjunto habitacional como um todo, incluindo sua relação com a questão urbana.
O artigo "Grandes incorporadoras se adaptam para a baixa renda" caderno Economia (9 de agosto de 2009) jornal Estado de S.Paulo, quando se refere as mudanças na dinâmica dos negócios das incorporadoras com foco no segmento econômico diz: "Alguns exemplos da extensa lista do que muda na vida da empresa ao ir para a baixa renda: o sistema de financiamento é diferente, a busca de terreno é feita na periferia, o nível de padronização do imóvel é maior, o que reduziu a necessidade de arquitetos. Além disso, é preciso buscar fornecedores mais baratos e verticalizar boa parte das operações".
O que devemos entender com isto? O momento exige um olhar criterioso do profissional arquiteto para que as enormes intervenções sejam responsáveis, integrando diferentes atores para que se torne uma grande oportunidade que resulte em soluções abrangentes e sinérgicas.
A dinâmica do "negócio" precisa ser avaliada por questões mais inteligentes, de ganho na escala sim, mas com inovações tecnológicas que a sustentem e busquem a cada intervenção crescimento e conhecimento, apoiado em muita pesquisa e tecnologia.
Que visão preocupante divulgada neste artigo.
Autora: Patricia Helen Lima |
 |
| 14/8/2009 |
| |