Projeto Lugares de Interação

LUGARES DE INTERAÇÃO
metodologia participativa para transformação do entorno escolar

A escola como potencial equipamento articulador de populações locais tem sido objeto de teorias e políticas públicas recorrentes nas últimas décadas. A conexão física e afetiva entre escolas e suas localidades pode interferir diretamente no desenvolvimento comunitário e democrático de bairros, contribuindo para o fortalecimento das identidades locais assim como para a construção de currículos escolares mais próximos da realidade dos sujeitos.

Atualmente, os elevados números de evasão das escolas da rede pública e o baixo

engajamento da escola e da comunidade em assuntos relativos ao bairro e à cidade, manifestam-se como alguns dos reflexos de uma concepção de instituição escolar que restringe o aprendizado a conteúdos curriculares hierarquicamente definidos, que não deixam espaço para a inclusão das realidades locais entre seus temas. Esta hierarquia na organização escolar nos distancia do direito a uma educação inclusiva, equitativa e de qualidade, bem como do protagonismo dos sujeitos na definição urbana de seus territórios.

Diante de tal cenário, o projeto Lugares de Interação busca caminhos para responder a algumas questões: Que tipo de instituição escolar queremos? Quais práticas urbanas podemos vivenciar na interação entre a escola e a cidade? Como garantir a escola como espaço de exercício da cidadania? Como contribuir para a melhoria da vida comunitária em espaços públicos e reduzir os índices de violência urbana nos entornos escolares?

Por meio de estímulo e apoio para que as escolas possam estruturar Lugares de Interação locais, o projeto visa a contribuir para melhoria da educação na escola pública, dos espaços urbanos de seu entorno e da sua relação com a população local. Por meio deste instrumento, buscamos ampliar o envolvimento da comunidade na participação da educação, englobando as vivências territoriais de seus entornos e também constituindo fóruns de discussão sobre a localidade onde está inserida. Por meio da ativação deste potencial articulador do equipamento escolar, conjuntamente com outros agentes locais, o projeto reconhece a importância da construção coletiva da cidade, desejando multiplicar e democratizar as oportunidades em políticas públicas participativas aos diferentes grupos da comunidade escolar.

OBJETIVOS

– Impulsionar um lugar de encontro e discussão para o reordenamento espacial do entorno escolar;
– Incentivar o sentimento de pertença sobre o espaço público entre a comunidade local, as escolas e o bairro onde estão implantadas;
– Contribuir para que práticas pedagógicas possam dialogar com as realidades locais, visando a articular entre currículo, cultura e urbanidade.

METODOLOGIA

O projeto está estruturado em três eixos de atuação distintos e complementares: aproximação, cocriação e cuidado.

Aproximação
Elaboração de diagnóstico participativo com intuito de aferir a relação da comunidade escolar (alunos e familiares, educadores e gestores) com o entorno seja por meio de atividades curriculares ou extracurriculares; identificação de agentes, potencialidades, belezas, talentos e recursos disponíveis no território, assim como entendimento de como os mesmos contribuem, ou podem vir a contribuir, para incentivar a interação entre a escola e seu território.

Cocriação
Com o reconhecimento do território por parte dos profissionais envolvidos no projeto, bem como da comunidade escolar, e considerando o desafio “Como podemos melhorar os espaços públicos do entorno da escola?”, comunidade escolar, representantes dos serviços de assistência e população local serão convidados a participar de encontros de cocriação para o desenho de uma agenda de ações que respondam ao desafio ora posto, bem como o planejamento e execução das mesmas, fomentando o fazer coletivo e a autonomia como parte fundamental do processo de aprendizagem.

Cuidado
Após a implementação das ações no território, uma roda de aprendizados para celebrar o processo é realizada entre todos os participantes. Além de mapear pontos positivos e oportunidades de melhoria, bem como identificar agentes multiplicadores locais que se responsabilizam pela continuidade e realização de novas ações.

Cada um destes eixos divide-se em diversas ações com procedimentos especificamente definidos para incentivar a participação da população local, almejando a constituição de vínculos comunitários em torno da questão urbana a médio prazo.

Seminários-Oficina Lugares de Interação

Contato
territorioseducativos@iabsp.org.br

Integrantes
Alexandre Monteiro, Ana Beatriz Giovani, Dalton Ruas, Luana Pedrosa, Priscila Tavares, Samira Chahin