2a mostra de curtas cinecubo iab – sessão 3 “Risos satânicos ou o corpo entre terror e humor (possessões, multiplicações, mutilações)”

Última atualização em: 24/09/20 às 15h

O CineCubo IAB convida a todxs para a última sessão de sua segunda mostra de curtas – “Risos satânicos ou o corpo entre terror e humor (possessões, multiplicações, mutilações)” -, que acontecerá no dia 29, às 19h30. A exibição será seguida de conversa com realizadores e integrantes do júri.

Os filmes refletem direta ou indiretamente sobre um brasil em pandemia, os significados de realizar cinema nos dias atuais, o reinventar das relações pessoais, as redes de apoio, a violência doméstica, a violência de Estado, as renovadas formas de ver e vivenciar a rua e os espaços íntimos.

A mostra é resultado de um chamamento público cuja seleção ocorreu em duas etapas, a primeira tendo a equipe do CineCubo como júri e a segunda contando com o xs convidadxs Dayane Tropicaos, Diego Souza Silva, Rubens Machado, Sabrina Fontenele e Mariana Souto.

sessão 3 “Risos satânicos ou o corpo entre terror e humor (possessões, multiplicações, mutilações)” contará com a participação dxs realizadores Bruna Maynart, Francisco Pereira, Ariel Luiz Dibernaci, Nikolas Castanha, Lucas Ribeiro Rodrigues, Keyme Gomes Lourenço e Thaís Barros Pimenta e dxs membros do júri Dayane Tropicaos e João Paulo Campos.

Até depois do fim do mundo (Bruna Maynart, 2020, 5′)
O que vai ser depois que tudo acabar (ou começar)?

Resté cloîtré en moi, croiser l’espoir en toi Dans mon coin à susurrer un amour conditionné ou Vampirismo (Francisco Pereira, 2017, 3′)
Este em curto sobre a imensa latejante constante diária afetividade pelo corpo que lhe oferece calor, memória de afeto e esperança nos longos túneis por vir.

Não há ninguém no 206 (Ariel L. Dibernaci, 2016, 3′)
O Covid-19 avança e os países são forçados a declarar estado de quarentena. Isolados uns dos outros, os humanos tentam ressignificar suas relações com o tempo pra conseguirem se descobrir.

Corpo (Nikolas Castanha, 2020, 3′)
Corpo reflete sobre os limites físicos sentidos pelo confinamento na criação de imagens. Trazendo elementos simbólicos do cotidiano, em uma justaposição de objetos contrastantes. A fusão dos materiais verbaliza os locais por onde transita o corpo, o local de repouso (cama), as vestes (roupas), os ruídos captados e por sua vez, o próprio corpo plasmado pela superexposto. Os movimentos capturados interrogam as perturbações visuais causadas pela reclusão social, o enlace entre o cotidiano e o corpo.

Apêndice (Lucas Ribeiro Rodrigues, 2020, 2′)
No confinamento, tempo e espaço se transformam, torcidos e estendidos até tornarem-se paisagem fixa. Mas quando os olhos se voltam da janela física para a digital, algo acontece. O aparelho-apêndice é suporte para o ego no ciberespaço.

Exocontrole (Keyme Gomes Lourenço e Thaís Barros Pimenta, 2020, 5′)
Em um Brasil distópico extremamente tecnológico, um grupo de biohackers envolvidos em neotecnologias e neofeitiços, programam usar desses novos recursos para entrarem nos corpos das pessoas. Após uma tensa tentativa eles acabam conseguindo. Mas o corpo é de quem? Quais as consequências?