Reposta das perguntas enviadas durante o debate das chapas concorrendo ao causp

Última atualização em: 13/10/20 às 13h

DEBATE ELEITORAL AO CAUsp

Conforme acordado em reunião preparatória para o Debate Eleitoral ao CAUsp (realizada em 28 de setembro de 2020) entre as chapas participantes do evento, as perguntas inscritas por eleitores com registro ativo no CAU/SP que não foram sorteadas para serem respondidas pelas chapas ao vivo foram registradas e encaminhadas às mesmas no dia 08 de outubro.

Durante o debate foram feitas 37 perguntas entre as 19h48 e 20h14. Destas 4 foram respondidas durante o debate e 1 não foi encontrado o cadastro na pessoa pelos dados informados.

ESCLARECIMENTOS IABsp

Seguindo a boa prática de transparência realizada recentemente pelo IABrj, e a partir de alguns questionamentos realizados durante o debate gostaríamos de prestar os seguintes esclarecimentos:

O convite para o debate foi feito para todas as chapas concorrendo a eleição do CAU sp seguindo o Regulamento Eleitoral bem como sob as orientações e ciência da Comissão Eleitoral do CAUsp. 

A Chapa 2 foi convidada mas informou que não teria interesse em participar do debate.

O IABsp é uma associação civil de caráter cultural, sem fins lucrativos. Como pôde ser observado no debate o papel do IABsp foi dar espaço para as chapas apresentarem suas proposta e debatê-las, atuando apenas como mediador. 

O IABsp não apoia nenhuma chapa. Todavia o apoio ou a participação efetiva da instituição ou de parte de seus membros na composição de chapas concorrendo a eleição do CAUsp não fere o Regulamento Eleitoral. Inclusive tem sido uma prática recorrente desde a fundação do CAUsp em 2011. 

O IABsp e o CAUsp são instituições com propósitos, atuações e organizações diferentes entre si. Seus regimentos garantem suas respectivas autonomias.

O compromisso do IABsp em organizar debate teve como propósito a divulgação das eleições do CAUsp, procurando ampliar o caráter democrático desse processo.

Até 13 de outubro de 2020 às 12h só enviaram respostas às perguntas registradas no Debate a Chapa 1, que estarão publicadas abaixo. As Chapas 3, Chapa 4 e Chapa 5 não responderam.

RESPOSTAS CHAPA 1

1) Fernanda Menegari Querido
É bastante comum ver ataques ao Conselho de Arquitetura e Urbanismo nas redes sociais, deixando o estado de agressividade em que vivemos neste momento. Qual o entendimento de sua chapa sobre os motivos que levam a estas manifestações tão constantes contra o CAU? 

Resposta Chapa 01: Entendemos que o CAU, desde sua criação, não consegue se comunicar de maneira clara e transparente com as(os) arquitetas(os) urbanistas e com a sociedade neste contexto tão distópico. O CAU foi criado no século passado e não se atualizou para as demandas do século XXI. Os atores urbanos atualmente não se sentem representados por um conselho de classe, que tem como função primeira orientar, disciplinar e fiscalizar o exercício da arquitetura e urbanismo. Essa é a causa de tantas manifestações e ataques contra o CAU nas redes sociais. Nossa profissão não admite mais padrões imutáveis em sua regulação. Nos unimos motivadas pela força de uma frente progressista de mulheres que buscam conectar o CAU com a sociedade, aprimorando não só sua função primeira, mas ampliando horizontes de ação e transformação social. Propomos a construção de uma nova via, protagonizada pelas mulheres, historicamente pouco representadas nas instituições, universidades e no mercado de trabalho, que se firme por uma ação horizontal, plural, inclusiva e colaborativa, apostando na empatia como modo de atuação. 

2 ) Luiz Henrique Mom
Quais atitudes as chapas tomarão se eleitas para resolver a questão das atividades exclusivas de projetos para arquitetos? 

Resposta Chapa 01: Ampliaremos a discussão do compartilhamento de atribuições com outros profissionais correlatos, objetivando a valorização das atribuições dos arquitetos e o entendimento dos alcances de uma atuação transdisciplinar. Buscando sempre os melhores resultados para os arquitetos e a sociedade. 

3) Eric de Melo Souza
Qual a prioridade da sua chapa, qual as três prioridades principais da sua chapa quando eleita?

Resposta Chapa 01: A três prioridades da Chapa 1 CAU+Plural são: • Cuidaremos de todas e todos buscando ampliar a equidade entre gênero e raça, considerando todos os ciclos de vida nas ações do conselho e na profissão, fomentando o exercício e a valorização Profissional, além de ações que ampliem o o espectro de atuação da fiscalização, discutindo também o Código de Ética e Disciplina e a questão da reserva técnica (R.T); • Atuaremos em rede descentralizando a gestão e ampliando a participação das regionais por meio da reorganização administrativa e por uma melhor gestão dos recursos. Tornaremos todas as sedes do CAU/SP lugares de encontro e a casa da arquitetura e urbanismo. Com isso criaremos pontes entre o CAU, as arquitetas(os) urbanistas e a sociedade, melhorando a comunicação, democratizando as decisões institucionais por meio de uma gestão colaborativa e participativa, estreitando participação e integração entre as Regionais do CAU/SP e com os CAUs/UF e CAU/BR. • Por fim, consideramos o DIREITO À CIDADE, À MEMÓRIA E À PAISAGEM, como eixos transformadores, e propomos atuar em frentes que fomentem ações e editais para ATHIS(Assistência Técnica em Habitação de Interesse social), ações de valorização da paisagem, patrimônio cultural, Política Urbana, Ambiental e Territorial, além de Ações emergenciais para enfrentamento de situações emergenciais como a pandemia e , auxiliando na elaboração de políticas para enfrentamento de crises; 

4) Eliana Rosa de Queiroz Barbosa
Como pretendem aumentar efetivamente o campo de atuação profissional do arquiteto no país? 

Resposta Chapa 01: A preocupação em aumentar efetivamente o campo de atuação profissional dos Arquitetos e Urbanistas no país atravessa todos os nossos eixos e propostas. Primeiramente, pretendemos criar uma comissão especial focada nos ciclos de vida dos profissionais em arquitetura e urbanismo, que trabalhará propostas levando em consideração as diferentes etapas da vida profissional. Entendendo essas diferentes demandas, não apenas relacionadas ao ciclo de vida, mas também a distribuição territorial dos profissionais e setor de atuação dos profissionais, pretendemos colocar em prática ações para melhorar e consolidar concursos, simplificando editais de fomento e fortalecer os corpos técnicos dos órgãos públicos. Uma grande questão que hoje consideramos deficiente é a Tabela de Honorários, que deverá ser revista de forma a se adequar às diferentes realidades. Além desse foco em honorários de projeto, pretendemos criar ações para conter a precarização do trabalho por um lado, e por outro a diminuição das alíquotas de impostos das empresas de Arquitetura e Urbanismo. Além dessas ações diretas, acreditamos que uma maior articulação do Conselho com a sociedade civil como um todo valoriza a profissão e colabora para a ampliação do campo profissional do arquiteto. Pretendemos criar campanhas de divulgação de trabalhos de arquitetos e urbanistas, além da promoção pública do próprio trabalho do Conselho, contemplando eventos e participação pública. Consideramos que a proposta de criação da Casa da Arquitetura tem grande potencial para promover, através de exposições, debates e atividades, a importância das diferentes instâncias de atuação em Arquitetura e Urbanismo. No que toca a ampliação do campo de atuação do Arquiteto Urbanista, entendemos que a Habitação de Interesse Social em todas as suas instâncias, desde a unidade habitacional aos territórios de interesse social em que essas unidades estão inseridas, são importantes espaços de atuação profissional. Para tanto, pretendemos estabelecer convênios e campanhas com o poder público, ONGs e empresas do setor privado para viabilizar a implementação adequada de projetos de ATHIS, regularização fundiária, urbanização e requalificação de territórios precarizados. 

5) Fernanda de Macedo Haddad
Como cada chapa pretende tornar a gestão do CAU mais horizontal, democrática e participativa? 

Resposta Chapa 01: Primeiramente estimulando a comunicação com os profissionais e com a sociedade civil. É fundamental também fazer com que as sedes regionais tenham maior autonomia decisória e financeira, com eleição direta para coordenador. Além disso, é necessário ampliar a autonomia decisória dos Conselhos e Diretorias, tornando a gestão mais compartilhada. Outro ponto importante é o estímulo à gestão integrada entre os conselheiros titulares e suplentes. É preciso também estabelecer maior diálogo e cooperação com outras entidades representativas da classe como o CAU /UF, o CAU /BR e as Regionais. Finalmente é necessário fortalecer a discussão das temáticas relativas à política urbana, ambiental e territorial no CAU/SP para podermos contribuir com o desenvolvimento das políticas públicas. 

6) Luiz Augusto de Bias
O que as chapas em geral tem como propostas para auxílio aos arquitetos e escritórios de pequena escala? 

Resposta Chapa 01: Entendemos que uma das principais ações é a valorização da profissão perante a sociedade, de modo que a função do e da Arquiteta e Urbanista esteja clara e reconhecida sua importância de modo a expandir mercado em prol da profissão e da sociedade, faremos isso ampliando programas de divulgação, conscientização e debate acerca do papel social do arquiteto e urbanista, abertos à sociedade civil, junto a escolas, órgãos públicos, comunidades, universidades e instituições. Além disso e mais objetivamente, propomos uma revisão e simplificação da Tabela de Honorários do CAU para sua adequação aos contextos e demandas, assim como defendemos que o Conselho faça a mediação da relação entre escritórios de arquitetura e as empresas fabricantes de softwares utilizados na prática profissional buscando facilitar sua aquisição. Também trabalharemos para diminuir as alíquotas de impostos das empresas de Arquitetura e Urbanismo via CAU/BR junto ao Poder Público. Outro ponto importante é a discussão sobre o compartilhamento de atribuições com outros profissionais correlatos, tais como engenheiros, técnicos de edificação etc, para uma atuação mais integrada com melhores resultados para a sociedade. Entendemos a importância da representação política do Conselho perante todos agentes sociais, e entendemos que valorização profissional passa por várias instâncias, a exemplo das citadas acima. 

7) Eliana Rosa de Queiroz Barbosa
Quais ações e propostas específicas tem para desburocratizar o CAU? 

Resposta Chapa 01: Nossos eixos Conectividade e Re-invenção serão os responsáveis por otimizar processos e desburocratizar o CAU – SP. Isso passa pela ressignificação das regionais, descentralizando a tomada de decisões; e pelo desenvolvimento de mecanismos que possibilitem uma comunicação dinâmica e inovadora, através de plataforma participativa, com o objetivo de receber propostas e demandas dos profissionais da Arquitetura e do Urbanismo. 

8) Carlos Carmelo De Benedetto
Como as chapas se posicionam sobre reeleição no CAU? Isso ajuda o fortalecimento efetivo de nossa representatividade? 

Resposta Chapa 01: Entendemos que a renovação e a experiência precisam trabalhar de forma colaborativa. Desta maneira, para garantir a representatividade, as chapas precisam ser compostas por pessoas novas e pessoas que já participaram do conselho. Além disso, é importante que as chapas tenham pessoas de todas as idades, raça, gênero e áreas de atuação dentro da profissão, trabalhando horizontalmente e representando os diferentes perfis. 

9) Thais dos Santos Santana
O CAU no interior é ainda muito distante dos arquitetos e urbanistas, muitos não sabem qual a função do CAU. Entre os jovens profissionais, o conselho também é uma entidade burocrática e distante. Como planejam promover essa aproximação? 

Resposta Chapa 01: Antes de tudo, queremos ouvir a todos arquitetos e arquitetas. Entendemos ser importante conhecermos muito bem a diversidade de demandas dos profissionais da AU, para tal, propomos a expansão de pesquisas periódicas, considerando a representação racial, etárias, regional e social; além disso, propomos implementar mecanismos que possibilitem uma comunicação dinâmica e inovadora das pautas do CAU, por meio de plataforma participativa para recebimento de propostas. Também entendemos ser importante aproximar o conselho dos estudantes, promovendo debates, encontros e trocas desde sua formação. Defendemos tornar todas as sedes do CAU/SP lugares de encontro, troca e acolhimento criando eventos, palestras, áreas de trabalho compartilhado de modo a aproximar todos e todas do Conselho. No caso do interior, entendemos que é essencial maior autonomia para as regionais para que o conselho atue mais próximo à realidade, definindo eixos e necessidades específicas de cada região, criando uma relação direta e participativa do coordenador regional. 

10) Conrado García Ferrés
Qual é a posição do CAU-SP e qual serão as iniciativas dele no futuro para atuar jurídicamente em contra do desenquadramento como SUPs (Sociedades Uni profissionais) masivo de escritórios de Arquitetura na Prefeitura de São Paulo, gerando dívidas retroativas impagáveis de ISS, forçando graves problemas financeiros e inclusive o fechamento de muito escritórios? 

Resposta Chapa 01: Acreditamos que o CAU pode e deve atuar politicamente para facilitar a atuação dos profissionais em Arquitetura e Urbanismo, pautando a discussão dos diferentes enquadramentos e respectivas tributações de empresas que se enquadram nos diferentes tipos de serviços em Arquitetura e Urbanismo. Por isso, pretendemos adotar maior posicionamento político frente às questões da Arquitetura e Urbanismo, tomando como base a consulta pública aos profissionais da área. 

11) Marcia Mallet Machado de Moura
Se o presidente do CAU é ordenador de despesas e responde com os seus bens particulares ao TCU, como seria essa distribuição de gastos sem a sua anuência e independente do presidente? O atual Regimento do CAU homologado pelo CAUBR não permite isso. Como isso seria possivel? Desobedecendo o Regimento? 

Resposta Chapa 01: O presidente deve assumir o papel de coordenação do Conselho, que também responde com seus bens particulares ao TCU, e não atuar de maneira centralizadora. A distribuição de gastos deve ter anuência da maioria do plenário e jamais de forma independente. As decisões devem ser feitas de forma horizontal e coletiva, e isso pode ser feito sem ferir o regimento, que por sinal, é passível de alteração. 

12) Regiane Yuki Sabanai
O que pretendem fazer por mudanças em relação ao desperdício de dinheiro com kilometragem e hotéis, que sabemos que muitos do Conselho não utilizam e recebem? É aprovado pelo TCU porém o “jeitinho” terá mudanças reais? 

Resposta Chapa 01: Um ponto fundamental nessa questão é o incentivar as reuniões remotas, redirecionando os recursos despendidos com os conselheiros para as demandas profissionais e sociais que envolvem a Arquitetura e o Urbanismo. Inclusive, iremos melhorar a utilização dos recursos de superávit com a possibilidade de aplicação em projetos de relevância social, concursos e pesquisas. Pretendemos reavaliar as taxas de RRT, CAT, e anuidade junto ao CAU/BR buscando otimizá-las. 

13) Gastão Santos Sales
Qual a proposta efetiva para a relação com as IES no que se refere à formação em A&U? Ao longo dos últimos anos foram aventados regimes como da OAB ou de ‘acreditações’. Mas nada foi adiante e, aparentemente, têm sido pensadas mais pelo aspecto burocrático que pedagógico/profissional, pois não tem a força de interferir em questões estruturais que são, de fato, regidas pelo MEC (EAD, financeirização do ensino superior etc.) 

Resposta Chapa 01: O CAU precisa ter maior presença nas Instituições de Ensino e maior força política no MEC. A atuação do representante das Instituições de Ensino do CAU/BR precisa estar alinhada com as ações referentes ao ensino e formação realizadas pelos CAU/UF. Dessa maneira, buscaremos atuar em rede, envolvendo todas as esferas de atuação do Conselho. No âmbito do CAU/SP, trabalharemos para ampliar a relação e o diálogo com as instituições de ensino superior para melhor formação dos profissionais da Arquitetura e Urbanismo, promovendo debates e recomendações sobre novas formas, ferramentas e tecnologias de ensino e formação, e sobre os limites e possibilidades das práticas de ensino à distância. Reavaliaremos a acreditação e o papel do CAU, a partir da experiência do projeto piloto de Acreditação, considerando a viabilidade e a efetividade de tal projeto para a melhoria da qualidade de formação dos estudantes de arquitetura e urbanismo. Esta atividade especialmente, deverá contar com consulta pública, e participação dos arquitetos e urbanistas nas tomadas de decisão. Ainda, atuaremos para disseminar nas instituições de ensino o papel do CAU e as possibilidade de atuação junto ao Conselho, por meio de palestras, exposições itinerantes e outras ações que promovam uma maior aproximação junto aos estudantes. Promoveremos cursos de aperfeiçoamento profissional, presenciais e através de plataformas digitais, abordando as várias áreas de atuação dos profissionais. Realizaremos incentivos à promoção de editais e bolsas de pesquisa, viabilizando cotas raciais e sociais nestas parcerias. Através de parcerias com as IES para realização de debates, pesquisas e capacitação; atuaremos para valorização do profissional arquiteto e urbanista docente. Conheça todas nossas propostas, acesse o site: https://www.caumaisplural.com/cópia-nossas-propostas 

14) Luciana Fernandes de Morais
O que a chapas acham da contratação de profissionais como “Pessoas Jurídicas” praticada pela grande maioria dos escritórios? Possuem alguma proposta de ação relacionada? 

Resposta Chapa 01: Entendemos que a pejotização é uma questão estrutural na nossa profissão, que se relaciona frequentemente à precarização do trabalho – especialmente de jovens arquitetos e urbanistas. Apenas uma proposta não daria conta de solucionar essa questão. Destacamos a relevância do diálogo entre o CAU com demais entidades de arquitetos e urbanistas. Além disso, como uma das atribuições do CAU é a busca pela valorização da nossa profissão e do exercício profissional, entendemos que o conselho deve atuar também em diálogo com o Poder Público na construção de políticas urbanas que incluam o trabalho de arquitetos e urbanistas. Neste sentido, propomos também pesquisas periódicas para traçar o perfil dos arquitetos, assim como para entender as principais demandas da profissão, ampliando o debate amplamente. 

15) Juliana Souza Santos
Tanto se fala em representatividade de gênero, área de atuação, regionais, mas e quanto a representatividade e equidade de raça? Quantos negros e indígenas há em sua chapa? Quais são as medidas propostas pelas chapas para maior inclusão e diversidade de raça dentro dos conselhos e atuação na profissão? 

Resposta Chapa 01: Com o objetivo de tornar o CAU SP um lugar mais representativo e diversificado, apara contribuir e compor discussões mais inclusivas, a chapa CAU MAIS PLURAL, tem em seu corpo de candidatas mulheres que atuam em diversas áreas da arquitetura, somos de idades diferentes e estamos presente por todo o estado de São Paulo. Para além de toda essa representatividade citada, consideramos de suma importância a presença de mulheres negras e indigenas, que pouco são representadas na profissão, seja com escritorios de visibilidade, seja em espaços de decisões, como o conselho. Segundo dados do IBGE, na sociedade brasileira pessoas negras e pardas representam 56,2% – mais da metade – da população. Indígenas, cerca de 1%. Recentemente, o CAU/BR promoveu um diagnóstico* no qual se pode constatar que esses números são muito reduzidos quando se trata da profissão de arquitetura e urbanismo. Segundo esses dados, na autodeclaração das(o) entrevistadas (o), pessoas pardas e negras representam menos de 20% dos profissionais, e indígenas somente 0,2%. Sabemos que estes dados são reflexos de uma construção histórica e uma politica não inclusiva que somada à desigualdade social brasileira, afeta diretamente negros e negras no acesso à educação basica e superior. Considerando essas questões tão latentes na nossa sociedade, contamos com a representação de mulheres negras e indígenas que participaram, como todas as outras integrantes, de todo processo de estruturação da plataforma e propostas, trazendo assim, questionamentos e debates dentro da própria plataforma, que contribuiram para formular propostas que fossem mais inclusivas. Hoje no CAU já contamos com a comissão de equidade de gênero e propomos a criação da comissão de equidade de raça para discutir iniciativas e promover ações efetivas de equidade dentro da profissão e fora dela, como o combate às desigualdades na sociedade, enfatizando a função social da Arquitetura e Urbanismo; Além disso pretendemos criar processos de validação da autodeclaração de raça/cor para concursos, considerando o pluralismo e critérios rigorosos no processo de avaliação dos Termos de Autodeclaração. Considerando que o curso de arquitetura e urbanismo ainda é elitizado, nossas propostas contemplam estabelecer parcerias com universidades para incentivo à promoção de editais e bolsas de pesquisa, viabilizando cotas raciais e sociais nestas parcerias; Promover debates sobre a presença e diversidade racial, social e de gênero nas instituições de ensino, contemplando estudantes e docentes e propor uma abordagem decolonial no ensino de arquitetura e urbanismo, trazendo discussões acerca da representatividade social, racial e de gênero; Entendemos também que não devemos abordar a questão racial apenas dentro da profissão e que ela se estende para a sociedade. Por consequência da desigualdade social, pessoas negras são as que estão mais presentes nas periferias, favelas, cortiços e são as que mais sofrem com o deficit habitacional. Sendo assim nossa chapa tem um amplo plano de propostas para atuação em ATHIS/HIS, desde estar mais proximo do poder publico para participar do desenvolvimento de programas habitacionais quanto estar mais proximo de organizações da sociedade civil, movimentos e associações, estimulando a participação popular. 

16) Fernanda de Macedo Haddad
Como cada chapa pretende que o CAU lide com as demandas das diferentes etapas da vida profissional? 

Resposta Chapa 01: Pretendemos criar comissão especial de ciclo de vida para propor estratégias de atuação, levando em consideração as diferentes etapas da vida profissional: juventude, maturidade, terceira idade e aposentadoria; maternidade e paternidade. Vamos considerar os ciclos de vida nas ações do conselho, trabalhando para a inclusão de jovens arquitetos e pessoas com deficiência e pela equidade de gênero e raça. 

17) Halina Sonia Radecki Verdade
Como vocês pretendem enfrentar o problema do exercício profissional por leigos? Quais os instrumentos legais aplicáveis? 

Resposta Chapa 01: Existem possibilidades de atuação contra o exercício ilegal da profissão, e a Comissão de Exercício Profissional tem como função, dentre outras, acompanhar estas irregularidades. O cerne da questão, é que o Conselho de Arquitetura e Urbanismo não está próximo da realidade dos profissionais e por isso, pouco consegue avançar sobre esta questão. Dessa maneira, atuaremos em duas frentes neste caso, uma avançando e se aproximando sobre o exercício profissional em todos os municípios, identificando problemas e demandas, atuando com uma fiscalização, orientativa, mas também atenta à irregularidades como estas e outra, trabalhando pela valorização da profissão perante a sociedade, através de divulgação e conscientização do papel do AU junto a sociedade. Neste caso é importante debater abertamente entre todos os envolvidos e com a sociedade o compartilhamento de atribuições de cada profissional de modo a haver uma maior colaboração entre as áreas, sem sobreposição. E devemos melhorar a relação junto ao poder público ampliando a força política do Conselho em defesa da profissão, das cidades e da sociedade como um todo. 

18) Marceli Teixeira
Qual a proposta efetiva para combater o exercício ilegal da profissão e a autoconstrucao? 

Resposta Chapa 01: Existem possibilidades de atuação contra o exercício ilegal da profissão, e a Comissão de Exercício Profissional tem como função, dentre outras, acompanhar estas irregularidades. O cerne da questão, é que o Conselho de Arquitetura e Urbanismo não está próximo da realidade dos profissionais e por isso, pouco consegue avançar sobre esta questão. Dessa maneira, atuaremos em duas frentes neste caso, uma avançando e se aproximando sobre o exercício profissional em todos os municípios, identificando problemas e demandas, atuando com uma fiscalização, orientativa, mas também atenta à irregularidades como estas e outra, trabalhando pela valorização da profissão perante a sociedade, através de divulgação e conscientização do papel do arquiteto urbanista junto a sociedade. Sobre a autoconstrução, além de ampliarmos o trabalho de conscientização da sociedade sobre a importância da atuação dos profissionais da arquitetura e do urbanismo, promoveremos a Assistência Técnica à Habitação de Interesse Social, para minimizar a problemática da auto-construção e ainda promover ATHIS como possibilidade de mercado de trabalho profissional. 

19) MARIA CECILIA LEVY PIZA FONTES 
Qual a posição de cada Chapa com relação ao apoio aos arquitetos docentes e a sua relação com as Universidades, especialmente as privadas, no ensino da Arquitetura e como sugere que seja feita esta fiscalização. 

Resposta Chapa 01: Em relação aos arquitetos e urbanistas docentes, propomos o eixo “Semeando conhecimento”, que agrega diversas ações. Dentre elas, destacamos abaixo as que contribuem para uma maior presença do Conselho com as universidades: • Estimular a aproximação entre docentes, discentes e corpo técnico de instituições de ensino, por meio de diálogo, parcerias e pesquisas para o mapeamento de demandas; • Promover debates e recomendações sobre novas formas, ferramentas e tecnologias de ensino e formação, e sobre os limites e possibilidade das práticas de ensino a distância; • Promover cursos de aperfeiçoamento profissional, presenciais e através de plataformas digitais, abordando as várias áreas de atuação dos profissionais da Arquitetura e Urbanismo; • Incentivar e efetivar ações para reconhecimento do ensino de qualidade a partir da valorização do profissional arquiteto urbanista docente.; • Reavaliar a acreditação e o papel do CAU, a partir da Experiência do Projeto Piloto de Acreditação; • Disseminar nas instituições de ensino o papel do CAU e as possibilidades de atuação junto ao Conselho, por meio de palestras, exposições itinerantes e outras ações que promovam uma maior aproximação junto aos estudantes. 

20) Inês Lucchesi de Carvalho
O que a chapa defende com relação a reforma trabalhista que foi implementada desde o governo Temer e como acreditam ser possível reverter as perdas de direitos trabalhistas decorrentes? Como fica a posição do CAU com relação as parcerias com os convênios médicos que foram cortadas? 

Resposta Chapa 01: Em nossa plataforma, no eixo Comunicação, criamos ações que focam na representação e atuação política do CAU, assim como esta ocasião. É preciso manifestação pública e ações para pressionar decisões que ferem os direitos da sociedade. Dessa maneira, entendemos que o conselho deva ampliar a atuação política e da representatividade do CAU frente ao poder público em todas suas esferas e aos conselhos municipais e estaduais, em nome da profissão e da sociedade. Além disso, propomos um CAU que adote maior posicionamento político frente às questões da Arquitetura e Urbanismo, tomando como base consulta pública aos profissionais da área, além de ser um conselho que se proponha a mediar as relações entre a sociedade de civil e os arquitetos e urbanistas. Com relação aos convênios médicos, fazem parte de nossos planos que tratam dos ciclos de vida dos profissionais de arquitetura e urbanismo. É preciso estabelecer convênios, e benefícios que contribuam de fato para a qualidade de vida dos profissionais. 

21) Fernanda de Macedo Haddad
Como cada chapa pretende que o CAU amplie sua atuação no ATHIS? 

Resposta Chapa 01: Pretendemos transformar a Comissão de ATHIS em Comissão Especial Permanente e ampliar sua atuação no Estado de São Paulo através de convênios e campanhas com o poder público, ONGs e empresas do setor privado. Queremos articular esforços com conselhos de outras categorias profissionais que compõem projetos de ATHIS e promover o mapeamento das organizações da sociedade civil, movimentos e associações a fim de propor oficinas e cursos em conjunto com elas. Iremos fomentar a utilização ou reutilização de edifícios existentes e/ou de valor histórico como habitação de interesse social. Buscaremos também contribuir na elaboração e desenvolvimento de programas habitacionais nos âmbitos municipais, estaduais e federais reivindicando a representação do CAU/SP nos conselhos de habitação no Estado e nos municípios. 

22) Amarilis Piza
Sabemos que a grande maioria dos arquitetos atuam como autônomos, realizando a “arquitetura ordinária”, do dia-a-dia e temos muita dificuldade em cobrar nossos honorários de forma sugerida pelo CAU, O que nos coloca em situacao de vulnerabilidade frente às questões de auto-cuidado pessoal e Familiar. Como vocês veem esta questão e como o cau poderia contribuir para que os arquitetos tenham mais tranquilidade no exercício da profissão e após a aposentadoria? 

Resposta Chapa 01: Acreditamos que é preciso criar sistemáticas de valorização de boas práticas profissionais para diferentes áreas da arquitetura e considerando as diferentes etapas do ciclo de vida, juventude, maturidade, terceira idade e aposentadoria; maternidade e paternidade. Entendemos que é preciso, primeiramente, tornar o CAU mais próximo dos arquitetos e realizar pesquisas periódicas para conhecer o perfil e demandas dos e das profissionais da arquitetura e urbanismo, considerando a representação racial, regional e social. As ações do CAU para melhorar a atuação do dia-a-dia do arquiteto podem ser desde a realização de campanhas através de meios de divulgação de trabalhos dos arquitetos até ações mais práticas, como a mediação entre escritórios de arquitetura e as empresas fabricantes de softwares buscando facilitar aquisição, e a revisão e simplificação da tabela de honorários do CAU, propondo mecanismos para sua aplicação efetiva. 

23) kaisa santos
Eu gostaria que as chapas falassem mais sobre inclusão e representatividade na gestão, principalmente de raça e pessoa com deficiência. E também como eles terão estes dados atualizados nesta e na próxima gestão. 

Resposta Chapa 01: A representatividade de raça e a preocupação com a inclusão foram questões densamente debatidas e consideradas para a construção da Plataforma de Propostas da Chapa 1 e para sua composição. No caso da chapa 1, diferente das demais, existem 4 mulheres negras, num misto de jovens e mais adultas, nas primeiras colocações dentro da chapa, ou seja, com maiores chances de se tornarem efetivamente Conselheiras do CAU. Dentre as deficiências, uma de nossas integrantes apresenta miopia severa de um dos olhos, e a partir de sua experiência trouxe questões importantes para a plataforma, contribuindo significativamente. Para além da representação das minorias, propomos criar pesquisas periódicas, por regionais, para conhecer o perfil e demandas dos e das profissionais da arquitetura e urbanismo, considerando a representação racial, regional e social. O CAU hoje conhece muito pouco os arquitetos urbanistas, somente com a proximidade, e com informações claras e reais sobre quem somos e quais demandas possuímos, é possível realizar um planejamento estratégico eficiente e implementá-lo de fato, para atender as demandas profissionais e sociais. 

24) Silvia Arruda
Gostaria de saber da chapa da situação o porquê de tanta instabilidade no SICCAU 

Resposta Chapa 01: Entendemos que a resposta foi direcionada a chapa 4, que tem representatividade no CSC-Central de Serviços Compartilhados. Os problemas foram relacionados a ataques ao sistema e por isso foi composto um comitê de crise pelo fórum de presidentes e o conselho diretor do CAU/BR. Entendemos que o SICAU é como uma caixa preta, precisa ser aberta e transformada urgentemente para melhor entendimento e transparência. 

25) Carmela Rocha
Como as chapas pretendem garantir que o orçamento destinado à ATHIS será efetivamente aplicado? E quais ações sua chapa propõe para uma maior atuação dos arquitetos e arquitetas nessa área promovendo uma maior aproximação a essa demanda social, via Conselho? 

Resposta Chapa 01: Assistência Técnica de Interesse Social é uma lei federal ainda pouco implementada, diante o volume da demanda social que temos, por moradia. E esta lei, que trata de um direito de todos, esta diretamente relacionada com a nossa profissional e também com o nosso Conselho. Ações efetivas precisam ser tomadas com urgência. A pandemia deixou a precariedade habitacional muito mais em evidência, afinal, boa saúde pública e moradia digna, estão atrelados. O CAU possui previsão de aplicação de um mínimo de 2% em ATHIS em seu orçamento anual, no entanto, pouco deste recurso mínimo foi utilizado. É preciso ir além dos 2%, o Conselho precisa contribuir para a compreensão ampla dos profissionais, e da sociedade, que Assistência técnica para as classes mais vulneráveis, é possível, e é sim, possibilidade de mercado de trabalho, muito mais coerente com a função da nossa profissão, do que a imagem que se tem hoje do exercício dos arquitetos e arquitetas urbanistas. Neste sentido, atuaremos: • Transformando a Comissão de ATHIS em Comissão Especial Permanente para ampliar sua atuação em todo o Estado de São Paulo; • Estabelecendo convênios e campanhas com o poder público, ONGs e empresas do setor privado; • Articulando esforços com outros conselhos de outras categorias profissionais que compõem projetos de ATHIS; • Promovendo o mapeamento das organizações da sociedade civil, movimentos e associações e propondo oficinas e cursos em conjunto com elas; • Buscando contribuir na elaboração e desenvolvimento de programas habitacionais nos âmbitos municipais, estaduais e federais • Reivindicando a representação do CAU/SP nos conselhos de habitação no Estado e nos municípios. • Fomentando a utilização ou reutilização de edifícios existentes e/ou de valor histórico como habitação de interesse social. 

26) Carlos Carmelo de Benedetto
O instituto da reeleição degrada a representatividade desinteressada ! Quais Chapas são favoráveis a manter essa condição que trabalha contra aos arquitetos e sim a favor dos interesses particulares sabe-se lá quais ? 

Resposta Chapa 01: A reeleição desanima quando percebemos grupos que estão a muito tempo à frente da entidade sem resultado eficaz no entendimento dos Arquitetas (os) e Urbanistas. A Chapa 1 entende que renovação e experiência precisam trabalhar de forma colaborativa. Sendo assim, nos compusemos com representantes novas e representantes experientes, que já participaram do conselho, conhecem as possibilidades de atuação e também concordam com a necessidade de transformações nas atividades atuais. 

27) Iara Ribeiro de Barros Camacho
Considerando que a ocupação de cadeiras do conselho, pelos candidatos, ocorrerá proporcionalmente aos votos, como cada chapa está organizada para garantir a pluralidade regional, geracional, de raça e de gênero? 

Resposta Chapa 01: Nós, candidatas da chapa 1, CAU + Plural, desenvolvemos nossa Plataforma propondo ações para o CAU dialogar com a sociedade de maneira horizontal, plural, inclusiva e colaborativa, apostando na empatia como modo de atuação. Iniciamos essa atuação já desde a elaboração de nosso manifesto e definição da composição de nossa chapa. Assim, certificamos a presença de representantes de todas as regionais, gerações, mulheres negras, indígenas e amarelas e áreas de atuação distintas nas 15 primeiras posições. Garantida a representatividade plural, aplicamos uma relação proporcional para o preenchimento dos demais nomes de nossa lista. Com relação à representatividade de gênero, propomos a construção de uma nova via, protagonizada pelas mulheres, historicamente pouco representadas nas instituições, universidades e no mercado de trabalho. Assegurada a representatividade da mulher arquiteta e urbanista no conselho, que compreendemos mais de 60% dos profissionais de arquitetura e urbanismo no estado de São Paulo, as candidatas da chapa 1 trabalharão por um CAU + Plural e inclusivo, buscando o trabalho em conjunto com os demais conselheiros eleitos. Reiteramos que, nas eleições do CAU, cada chapa elegerá o número de conselheiros proporcional aos votos que receber. Sendo assim, o plenário do CAU é sempre composto por conselheiras e conselheiros de chapas diversas. 

28) Fernanda Simon Cardoso
Enquanto o CAU/SP tem superávit todo ano em seu orçamento, a população do estado necessita urgente dos serviços de arquitetos e urbanistas. Especialmente com a pandemia de COVID 19, vimos a necessidade de habitação digna para todos e muitos profissionais sem acesso a trabalho, o que poderia ser organizado. Gostaria que sua chapa comentasse essa disparidade entre a realidade social e o Conselho de Arquitetura e Urbanismo e respondesse como o CAU pode atuar nessas situações emergenciais.” 

Resposta Chapa 01: Especialmente após a pandemia de COVID-19, ficou mais do que clara a necessidade de habitação adequada para toda a população, especialmente quando se trata de famílias de baixa renda e em situação de vulnerabilidade. Frente a uma situação emergencial como essa, é importante que o Conselho responda com rapidez, acionando arquitetos e urbanistas para protagonizar ações emergenciais. A curto prazo, tendo em vista o contexto da pandemia e da crise urbana, propomos a criação de uma Comissão Temporária, com autonomia e recursos próprios para concretizar ações. Sabe-se que o superávit médio anual do CAU/SP, entre os anos de 2012 e 2019, foi na faixa de e 9 milhões de reais. Sendo assim, parte desses recursos poderiam ser utilizados por essa Comissão Temporária, e em projetos através de editais. Nas situações emergenciais, como as que estamos presenciando, as práticas de ATHIS se tornam fundamentais. Por um lado, o incentivo do CAU para projetos emergenciais trará benefícios à sociedade, mas também aos profissionais, que também sofrem os efeitos da crise provocada pela pandemia e ausência de postos de trabalho. A longo prazo, nós da Chapa CAU+Plural propomos a aproximação do conselho com a sociedade, através do estabelecimento de convênios e campanhas com o poder público, ONGs e empresas do setor privado, para viabilizar a implementação adequada de projetos de ATHIS. Além disso, propomos o mapeamento das organizações da sociedade civil, movimentos e associações que estejam atuando em projetos habitacionais. É primordial que o CAU/SP atue junto aos poder público, contribuindo na elaboração e desenvolvimento de programas habitacionais nos âmbitos municipais, estaduais e federais. 

29) Inês Lucchesi de Carvalho
O que pretendem realizar para efetivar a democratização dos serviços de arquitetura e urbanismo? Como vincular os serviços profissionais dos arquitetos e urbanistas para melhoria real das condições de vida da população e garantir o acesso irrestrito ao direito à cidade conforme é estabelecido pela constituição? 

Resposta Chapa 01: Propomos estratégias para aproximação das demandas sociais e para a garantia do orçamento destinado à Assistência Técnica em Habitação de Interesse Social (ATHIS) . Nesse sentido pretendemos transformar a Comissão de ATHIS em Comissão Especial Permanente e ampliar sua atuação no Estado de São Paulo, estabelecendo convênios e campanhas com o poder público, ONGs e empresas do setor privado. Pretendemos também mapear as organizações da sociedade civil, movimentos e associações a fim de propor oficinas e cursos em conjunto com elas de forma a poder contribuir na elaboração e desenvolvimento de programas públicos habitacionais e estimular a utilização de edifícios existentes e/ou de valor histórico como habitação de interesse social. 

30) Luzineide Brandão Ramos Poliana
a sua chapa só de mulheres para garantir equidade de gênero nos espaços de decisões do CAU/SP, não garante na prática essa estratégia, é uma aventura. Entretanto você não acha que conseguindo um consenso entre homens e mulheres para garantir equidade, como conseguiu a chapa 4, não seria uma garantia de realização, pois a própria categoria como um todo deseja isso??? 

Resposta Chapa 01: Como explicado na fala da candidata Poliana Risso no debate, acreditamos que competência não tem gênero, cor, idade, nem tipo de atuação e por isso acreditamos que a diversidade e pluralidade devem ter espaço de fala e de atuação no conselho. Temos 156 candidatas que representam a pluralidade de perfis profissionais e de atuação na profissão. Ao votarem em uma chapa só de mulheres, os eleitores aumentam o percentual de conselheiras na plenária, aumentando potencialmente a equidade de gênero nos espaços de decisão do CAU/ SP. Como é sabido, o CAU tem uma estrutura de composição parlamentarista do seu conselho. Os conselheiros são eleitos em chapas e conforme coeficiente eleitoral. Assim, uma chapa de arquitetas visa obter um número significativo de conselheiras mulheres, representando o perfil profissional que hoje é predominantemente feminino. Para nós, equidade de gênero não se limita apenas a chegar em consensos com os colegas do gênero masculino, mas envolve a efetiva participação das mulheres no conselho. 

31) vinicio borgesa
sou arquiteto, vivo e atuo no interior, no sertão do estado, onde o CAU só passeia e olha de longe o pouco do eleitorado algo entre três porcento ? vale a representatividade nesses lugares?, ou manter os poderes e a manutenção dessa exclusão geográfica é parte do projeto eleitoreiro ? 

Resposta Chapa 01: Vale muito a representatividade nestes lugares, é importante salientar, que a maioria dos arquitetos urbanistas está na capital devido ao fato de o trabalho de arquitetura e urbanismo no interior ser extremamente desvalorizado e precarizado. A chapa 1, busca desta maneira, ampliar as funções dos Escritórios Descentralizados do CAU, indo além de sua função singular e burocrática. É preciso uma atuação em rede, deste a esfera federal, com o CAU/BR, até a instância das sedes dos CAU estaduais, incluindo os Escritórios Descentralizados e para além deles, as associações, coletivos, instituições de Ensino, para ampliar a capilaridade do Conselho de Arquitetura e Urbanismo. De modo a ampliar o ouvir e o enxergar sobre a realidade dos profissionais, que possuem demandas urgentes para conseguirem atuar profissionalmente. Nossas propostas são claras sobre a atuação em rede. O CAU hoje não conhece os profissionais e isso precisa mudar. Propomos maior proximidade, mas também pesquisas para conhecer os diferentes perfis, e assim, tendo maior conhecimento sobre as demandas e desafios do Conselho, cada Regional juntamente com os arquitetos de sua responsabilidade, poderão decidir como atuar através de um planejamento estratégico, mais participativo e mais direcionado para cada regional, conforme as suas necessidades especificas. 

32) Angela dos Santos Silva
A chapa 3 e 1 conhecem a Resolução 116? 

Resposta Chapa 01: A chapa 1 Conhece a Resolução 116/2016, do CAU/BR e entende que as propostas da chapa 1 que almejam maior autonomia decisória e financeira das regiões não significam que os Escritórios Descentralizados serão administrados de maneira independente. Prestação de Contas deverão ser feitas, assim como as atividades de Orientação e Fiscalização sobre o exercício da profissão deverão ser reforçadas. Dentro do escopo da Resolução 116/2016, cabem Regionais mais acolhedoras aos profissionais e sociedade, com debates, exposições, biblioteca, infraestrutura tecnológica e espaços compartilhados para pequenas reuniões de trabalho, para os arquitetos urbanistas. E ainda cabem regionais mais dispostas à um trabalho mais participativo para a nossa profissão, com grupos de trabalho nas regionais, onde Conselheiros representando as regionais, juntamente com os funcionários e coordenadores das regionais, possam envolver as associações, os coletivos, os arquitetos atuantes em toda a diversidade que existe em nossa profissão, nos processos decisórios sobre as atividades das regionais e sobre a destinação de recursos. Consulta pública e orçamento participativo, são possibilidades dentro do escopo da Resolução. Quanto a decisão sobre os gerentes regionais estarem a cargo da Presidência do CAU estadual, e não do Conselho, ou ainda, que estes possam ser eleitos pelos arquitetos das regionais, demonstra claramente, como o CAU hoje centraliza decisões, dificultando a proximidade dos arquitetos com a nossa autarquia, mantendo barreiras que dificultam o avanço da nossa profissão para o bem de toda a sociedade. E uma última observação, resoluções podem ser revistas. 

33) Eveny Tamaki
Quais suas propostas para promover uma maior atuação dos arquitetos na área de saúde? 

Resposta Chapa 01: A chapa 1 entende que o CAU pode e deve concentrar esforços em aumentar o campo do arquiteto e urbanista em todos os setores. Acreditamos que uma maior articulação do Conselho com a sociedade civil como um todo valoriza a profissão e colabora para a ampliação do campo profissional do arquiteto. Pretendemos criar campanhas de divulgação de trabalhos de arquitetos e urbanistas, além da promoção pública do próprio trabalho do Conselho, contemplando eventos e participação pública. Consideramos que a proposta de criação da Casa da Arquitetura tem grande potencial para promover, através de exposições, debates e atividades, a importância das diferentes instâncias e setores de atuação em Arquitetura e Urbanismo, incluindo a área da saúde. 

34) Angela dos santos Silva Rafael
sabe onde fica a regional, sendo que nunca foi visto lá? 

Resposta Chapa 01: Resposta direcionada ao candidato da Chapa 03. 

35) Marcele Lemos Pioto
Ao longo dos últimos três anos, de acordo com o Portal da Transparência, a presidência, que é um dos convidados deste debate e concorrente às eleições, arrecadou cerca de R$720mil pelo cargo. Em paralelo, vemos a juventude que não consegue pagar sequer a anuidade e seus trabalhos, criando um mercado que não acolhe as desigualdades sociais dentre os nossos jovens. Como podem afirmar que combaterão a desigualdade se representam uma gestão que mantém altos gastos? 

Resposta Chapa 01: A nossa chapa coloca como uma de suas ações incentivar a realização de reuniões remotas otimizando recursos. Além disso nos comprometemos a reavaliar junto ao CAU/BR os valores da anuidade e dos custos da RRT, bem como a viabilidade de unificação de taxas RRT e CAT, do pagamento de anuidade de pessoa física e jurídica e da simplificação da RRT. Entendemos que os diferentes ciclos de vida da profissão requerem medidas diversas, por isso pretendemos criar comissão especial de ciclo de vida para propor estratégias de atuação, levando em consideração as diferentes etapas da vida profissional: juventude, maturidade, terceira idade e aposentadoria; maternidade e paternidade. Vamos considerar os ciclos de vida nas ações do conselho, trabalhando para a inclusão de jovens arquitetos e pessoas com deficiência e pela equidade de gênero e raça. 

36) Angela dos Santos Silva
O que a conselheira federal atual fez com relação ao problema do Siccau? 

Resposta Chapa 01: O SICCAU é como uma caixa preta, precisa ser aberta e transformada urgentemente para melhor entendimento e transparência. O fórum composto pelos presidentes e o conselho diretor do CAU/BR montou um comitê de crise para resolver o problema. Além disso, existe um grupo do colegiado de serviços compartilhados (CSC- Central de Serviços Compartilhados) que o CAU/SP faz parte, mas a conselheira federal não, ou seja, o CAU/SP poderia ter resolvido o problema do SICCAU para os arquitetos de São Paulo a exemplo do que foi feito em Santa Catarina. Lembramos que a conselheira federal fez parte de duas outras comissões, que tiveram grandes conquistas, vide informações nas redes da Chapa 1. Para mudar o CAU/BR é preciso um conselho estadual forte e integrado com seu representante no Conselho Federal. Uma conselheira sozinha, que não é do conselho diretor, não consegue fazer nada. Por isso precisamos eleger muitas conselheiras da CHAPA 1. 

37) Bruna Beatriz Nascimento Fregonezi
Estamos acompanhando, cada dia mais, a precarização do trabalho dos profissionais da Arquitetura e Urbanismo. Qual a proposta da sua chapa para este tema? 

Resposta Chapa 01: Considerando o levantamento do CAU/BR com o Datafolha, realizado em 2015, 85% das construções no Brasil não possuem o serviço de profissionais da arquitetura. Assim, trabalharemos para enfatizar a valorização e função social da/o Arquiteta/o Urbanista, de modo a ampliar as frentes de trabalho e combater as desigualdades sociais. Também ampliaremos as sistemáticas de valorização de boas práticas profissionais e promoveremos mais concursos e/ou editais de projeto de modo a responder às demandas da sociedade com qualidade e de forma propositiva. Buscaremos possibilidade de mediação com as empresas fabricantes de softwares e ampliaremos a discussão acerca do compartilhamento de atribuições com outros profissionais. Trabalharemos em perspectivas para uma remuneração mais adequada e pelo fortalecimento da ética profissional. Ampliaremos a atuação representativa do CAU frente ao poder público em todas as suas esferas, em nome da profissão e da sociedade.