JARDIM PANTANAL

PLANO EMERGENCIAL E PROPOSTAS INICIAIS PARA O PLANO DE BAIRRO

Confira o Plano aqui

O IABsp, em parceria com o Instituto Alana, no âmbito do projeto Urbanizar, apresenta o Plano Emergencial e Propostas Iniciais para o Plano de Bairro do Jardim Pantanal. O desenvolvimento colaborativo deste Plano se deu durante o ano de 2020, dentro do escopo da 13ª Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo.

A 13ª edição da Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo, que ocorrerá em 2022, parte de uma realidade de intensas transformações geradas pela pandemia de Covid-19 em todo o mundo e que exigiu esforços intensos de organização das dinâmicas urbanas, sociais e profissionais pela sobrevivência. A partir disso, a edição propõe um olhar sobre os desafios impostos por esta crise, como também reflexões e propostas que apontem para práticas sociais, arranjos espaciais e as possibilidades de (sobre)viver e transformar a realidade em áreas urbanas e rurais. A 13ª edição assume, então, a provocação central inicial da RECONSTRUÇÃO, que será debatida por meio de cinco eixos norteadores: democracia, corpos, memória, informação e tecnologia.

Parte-se da ideia de reedificar, refundir e renovar as relações dos grupos sociais com seus espaços domésticos, dos cidadãos com os espaços públicos e das tramas pessoais e profissionais, que ocorrem nos espaços de confinamento e nos de usos coletivos, durante e depois da pandemia de Covid-19.

A RECONSTRUÇÃO convoca-nos a repensar problemas e soluções em diversos aspectos. Pensar como tornar as cidades mais acessíveis, seguras, acolhedoras, convidativas, mas também compreendê-la como um lugar onde contrastes e conflitos são latentes, discutindo questões sobre a presença das diversas classes sociais, das raças e dos gêneros. Também se propõe que sejam levantadas soluções inovadoras em relação ao planejamento e gestão democrática, a partir de experiências vinculadas ao território.

Para tanto, uma das frentes de ação da Bienal serão os Núcleos em Rede, por meio dos quais o evento busca ser não apenas um espaço de reflexão sobre as cidades e sobre a arquitetura, mas também um espaço de sistematização de agendas que apontem alternativas para o contexto urbano atual e um agente de ação no espaço público.

Nos Núcleos em Rede estão sendo desenvolvidos projetos integrados de transformação urbana e ambiental, em parceria com o Pacto Pelas Cidades Justas (www.cidadesjustas.org.br) e em diálogo com as comunidades locais de cinco territórios na cidade de São Paulo: Jardim Guarani, Parque Pinheirinho D’Água, Jardim Lapenna, Parque Novo Mundo e o Jardim Pantanal, contemplado neste plano.

O Plano Emergencial e Propostas Iniciais para o Plano de Bairro do Jardim Pantanal está dividido em duas partes. A primeira parte (Capítulo 1) apresenta a leitura urbana e social do território, onde foram identificados, a partir da análise dos dados oficiais existentes e da interlocução com a comunidade local, os principais desafios a serem superados. A segunda parte apresenta as diretrizes emergenciais para contenção da pandemia do coronavírus e mitigação dos seus impactos, focadas principalmente nas ações de saúde, violência doméstica e geração de emprego e renda (Capítulo 2); e as diretrizes estruturais do território (Capítulo 3) que poderão ser trabalhadas em curto a médio prazo, focadas na drenagem do solo e contenção dos alagamentos, na qualificação dos espaços livre e na mobilidade urbana. O plano apresenta ainda um capítulo final (Capítulo 4) com diretrizes para a articulação comunitária e social e a indicação dos atores públicos e da sociedade civil responsáveis por cada uma das ações propostas, a fim de orientar o trabalho de incidência política necessário para a implementação efetiva do Plano.

Esperamos que, com estas iniciativas, possamos estimular o debate entre representantes do poder público, das comunidades locais, de estudantes e de profissionais da arquitetura (e áreas afins) sobre os temas relacionados à 13ª Bienal e, dessa forma, contribuir para a construção de cidades mais justas e democráticas.

INSTITUTO DE ARQUITETOS DO BRASIL DEPARTAMENTO DE SÃO PAULO 

EQUIPE TÉCNICA 

Coordenação:
Maria da Penha Silva Gomes
Simone Gatti

Mapas:
André de Freitas Gonçalves

Revisão e Diagramação:
Karina Silva de Souza

INSTITUTO ALANA – PROJETO URBANIZAR

Coordenação:
Leila Maria Vendrametto

Comunicação:
Márcia Duarte Costa

Equipe:
Isabela Minelli D’Andréa
Luiz Henrique Gonçalves Nickel